quinta-feira, 9 de junho de 2011

Semana do meio Ambiente

Os alunos do 1° ano da escola esteve fazendo coletas de lixo próximo ao córregos, açudes e rios na localidade do São João do Irapuá-Redentora-RS.
Professores: Levino Amaral Ribeiro e Marilaine Fortes dos Santos.





                                     
                                                      Fonte: Fotos dia  06/06/2011.
                                                  Professor: Levino Amaral Ribeiro

DIA DO DESAFIO NA ESCOLA


                       Os professores e alunos estiveram fazendo atividades no dia do desafio na escola.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Educação e Cultura - EJA.

As atividades desenvolvidas na Escola Antonio Kasin Mig, pelos alunos da EJA (Educação de Jovens e Adultos)






 

 







quinta-feira, 2 de junho de 2011

lenária de Elaboração do PTRDS Indígena





As comunidades indígenas da Terra Indígena do Guarita e Terra Indígena do Inhacorá, juntamente com a Delegacia do Desenvolvimento Agrário no Estado do Rio Grande do Sul, através do Território Cidadania, estiveram reunidos na tarde do dia 31 de maio, tendo prosseguimento na manhã do 1º de junho, no Km 10, Terra Indígena do Guarita, em Tenente Portela, para a realização da Plenária da Setorial Indígena, criando o 1º Plano de Desenvolvimento Territorial de Sustentação Indígena, do Brasil.
Estiveram apresentando e discutindo as políticas públicas para os povos indígenas o Articulador Estadual do SDT/MDA no RS, Ruben Wiest, presidente do Conselho de Desenvolvimento Setorial, Carlos Camargo, representante da Amuceleiro e Corede Celeiro, Márcia Mueller, Secretário Municipal do Índio de Redentora, Paulo Ribeiro e o representante do Departamento do Índio de Tenente Portela, Rosinei Alfaiate. A Terra Indígena do Inhacorá esteve representada pelo Cacique Adilson Policena, Vice Cacique Mauro Amaral. Compareceram ainda os representantes das setoriais das reservas dos territórios de abrangência de Tenente Portela, Redentora e Inhacorá. Setoriais de: agricultura, saúde, educação e geração de renda. Além de parte da comunidade indígena do Guarita. Todos os recursos para a elaboração do plano vieram do Ministério do Desenvolvimento Agrário.
Segundo o Assessor Territorial Valmor Machado Soares, o plano setorial mais aprofundado no Territorial Regional foi o indígena, pois é o povo mais excluído das políticas publicas e que devem ser beneficiados.
Ficou definido que o Centro Comunitário do Setor do Km 10 servirá pra a formação, capacitação, administração e lazer das famílias indígenas. Na área da setorial indígena da agricultura através do Programa Luz Para Todos da Eletrosul, o MDA colocará as estruturas de silos na Casa da Farinha, projeto encaminhado e conquistado pela Prefeitura Municipal de Tenente Portela através do Território da Cidadania.
Com a realização da Plenária e Construção do 1º Plano de Desenvolvimento Territorial de Sustentação Indígena do Brasil, a próxima etapa a ocorrer é a sua validação, pois o plano será a linha em que os ministérios federais utilizarão para os investimentos e políticas públicas nos setores específicos de saúde, educação, geração de renda e agricultura indígenas.
Os indígenas aproveitaram a discussão para criar uma comissão para intermediar a anistia ou renegociação do Pronaf B dos indígenas, junto ao Banco do Brasil. Após encerramento das discussões houve um almoço de confraternização.




Fonte: Amuceleiro Fotos: Jornal A Terra

quarta-feira, 4 de maio de 2011

A SABEDORIA DOS VELHOS - "GUFÃ AG KAJRÓ"



Durante o ano de 2007 realizaram-se diversas atividades - visitas, entrevistas, encontros, oficinas, entre outras - sob o enfoque da "revitalização sobre saberes tradicionais de manejo e uso de espécies medicinais e nutricionais", principalmente entre grupos de mulheres kaingang da Terra Indígena (T.I.) Guarita. Estas atividades proporcionaram a confecção de material didático destinado aos estudantes kaingang. O material baseou-se nos relatos proferidos nos encontros e entrevistas com pessoas idosas e parteiras da T.I. Guarita. Redigido por três docentes kaingang e apoio das monitoras kaingang, que realizaram as visitas e entrevistas e coordenaram os encontros, e da equipe do Conselho de Missão entre índios - COMIN - como apoio logístico.

Inicialmente, previa-se a elaboração de uma cartilha com cerca de 20 páginas. Contudo, devido à abundância de informações sobre os saberes coletados, o resultado foi a elaboração do livro Gufã ag kajró, de 80 páginas.



A equipe de redação do livro preocupou-se em elaborar um material que auxiliasse a educação escolar indígena, na reflexão dos acontecimentos no passar do tempo, enriquecida pela vida e saberes tradicionais. Na elaboração do livro definiu-se em apresentar a maioria dos textos em kaingang, com alguns traduzidos ao português. A decisão de assim elaborá-lo teve a preocupação em preservar os conhecimentos tradicionais da comunidade kaingang, sob o seu domínio. A equipe redatora e lideranças kaingang manifestaram a preocupação pela apropriação indevida, por pessoas com interesses distintos ao povo kaingang, sobre tais conhecimentos e então optou por elaborar o livro quase que na totalidade na língua kaingang.

Lançamento

Assim, durante as festividades kaingang na Aldeia Km 10 na T.I. Guarita - Tenente Portela/RS, no dia 19 de abril de 2008, realizou-se o lançamento do Livro Gufã ag Kajró. Na oportunidade o docente kaingang e co-redator do livro, Natalino Góg Crespo, apresentou o livro à comunidade reunida, expondo que o mesmo buscou compilar informações coletadas em 2007.



Prof. Natalino enfatizou que a elaboração livro visa estimular e fortalecer a própria identidade kaingang, respeitando, valorizando e buscando a revitalizar o uso das ervas medicinais e nutricionais de domínio tradicional, bem como o desejo de despertar o interesse e estimular o processo educativo no conhecimento sobre o passado e o presente das comunidades kaingang.

Ao entregar exemplares ao cacique Valdonês Joaquim, Natalino Góg Crespo demonstrou, simbolicamente, que as informações obtidas junto à comunidade kaingang da T.I. Guarita estava sendo mantida na própria comunidade. Ressaltou o fato de o livro apresentar, na quase a totalidade, textos em kaingang e que a decisão de assim elaborá-lo deveu-se à preocupação em preservar os conhecimentos tradicionais da comunidade kaingang, sob o seu domínio. Natalino informou também que, posteriormente, serão entregues exemplares às comunidades escolares kaingang da T.I.Guarita e outras comunidades Kaingang.



Apoio à publicação e divulgação

O livro foi elaborado a partir do financiamento do Programa de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia - Ministério do Desenvolvimento Agrário (PPIGRE/MDA). Sua publicação também contou com o apoio da Ajuda da Igreja da Noruega (AIN); Igreja Evangélica Luterana da Baviera (EKD-Baviera); Federação Luterana Mundial (FLM); e Dekanat Sulzbach-Rosenberg. Sandro Luckmann, o obreiro do COMIN-Guarita, ressaltou a importância das atividades do programa relativas à revitalização de saberes tradicionais, uma vez que estas oportunizaram espaços ao intercâmbio e coletas dos saberes entre os Kaingang.

Posterior à entrega do livro na festa kaingang, em 19 de abril, realizou-se um roteiro de distribuição dos livros às onze comunidades escolares da T.I. Guarita. Foram distribuídos cerca de 500 exemplares às bibliotecas das escolas, proporcionalmente ao número de estudantes matriculados em cada estabelecimento de ensino. Destaca-se que, na T.I. Guarita, há cerca de 1.600 estudantes matriculados, conforme levantamento fornecido pela 21ª CRE/ RS. A distribuição ocorreu entre os meses de abril e maio do corrente ano.



O livro também foi apresentado e foram entregues exemplares na 21ª Coordenadoria Regional de Educação (Três Passos/RS). E, também, durante a participação de docentes kaingang, no 2º Ciclo de Estudos Sobre Diversidade Étnica e Cultural, sob o tema: "Sociedades indígenas na atualidade: reconstituição de saberes para novos e velhos desafios", realizado nos dias 22, 23 e 24 de abril de 2008, no Auditório da Sede Acadêmica UNIJUÍ (Ijuí/RS). Na oportunidade foram entregues exemplares para a coordenação do evento, coordenação do programa de acompanhamento de estudantes indígenas e ao grupo de estudantes kaingang.



Também se disponibilizará exemplares do livro às comunidades escolares kaingang de outras terras indígenas no Rio Grande de Sul e Santa Catarina. O grupo de redação e a equipe COMIN-ASKAGUARU/Guarita estão programando o roteiro de visitas e entrega às comunidades escolares kaingang, ou providenciando o envio dos mesmos.

Os redatores lançam o desafio: "Convidamos a todos para, através desse livro, ingressarem no mundo da ciência e da alfabetização em kaingang e, assim, colaborar na preservação de nossa cultura e nossa língua, que servem como nossa identidade e defesa."



P. Sandro Luckamann